Campo magnético em torno de um condutor

Durante muito tempo se suspeitou que deveria haver uma correlação entre a eletricidade e o magnetismo; coube, entretanto a Oersted, em 1819, demonstrar não só sua existência como também a sua definida relação.

Figura 1

Quando se aproxima uma bússola de um condutor que está sendo atravessado por uma corrente elétrica, a agulha sofre um desvio, denunciando a presença de um campo magnético.

Observou-se ainda que a tendência da agulha é para situar-se em uma posição perpendicular à direção da corrente.

Figura 2


Se a agulha é colocada acima do condutor, aponta no sentido oposto ao indicado, quando esteve situada abaixo do mesmo condutor.

Figura 3

Uma observação mais prolongada mostra que o fluxo magnético existe sob a forma de círculos, em todo o contorno do condutor (isto se não houver outro campo magnético nas suas proximidades), como aparece nas Figs. 1, 2-e 3. Estes círculos têm seus centros coincidindo com o eixo longitudinal do condutor e seus planos lhe são perpendiculares.

No caso da corrente do condutor ter sua direção invertida, também a agulha imantada inverte o sentido para o qual aponta, o que demonstra que a orientação do campo magnético depende diretamente do sentido da corrente elétrica que percorre o condutor.

A Figura. 1 apresenta a relação entre o campo e a corrente.

O fato do fluxo magnético apresentar-se em círculos cujos planos paralelos são perpendiculares ao eixo longitudinal do condutor, explica o motivo da inversão da agulha da bússola quando deslocada de um ponto acima do condutor para outro situado abaixo deste, pois o sentido do fluxo, em cima, é o inverso do existente embaixo do condutor.

É o que se vê nas Figura. 2 e 3.

A experiência apresentada na Fig. 4 ilustra perfeitamente a interdependência existente entre o fluxo magnético e a corrente elétrica.

Figura 4

Um condutor, percorrido por uma corrente elétrica, é enfiado num papelão, de modo a atravessá-lo na perpendicular ao seu plano. A limalha de ferro que for espalhada sobre o papelão, dispõe-se logo em círculos concêntricos.

(Para se obter figuras bem precisas é necessário o emprego de uma corrente, com a intensidade mínima de 100 ampères.)

Se quatro ou mais bússolas forem dispostas como aparece na Fig. 160, indicarão, pela pontaria de suas agulhas, que as linhas magnéticas que envolvem o condutor são círculos que têm, como centro, o próprio eixo do fio portador da corrente.