Como é obtido o movimento oblíquo nos circuitos transistores bipolares

Os transistores bipolares diferem dos transistores a válvula e de efeito-de-campo em muitos aspectos importantes. Tanto as válvulas quanto os efeitos-de-campo são mecanismos acionados a voltagem. Isso significa que a energia aplicada deve ter uma oltagem que controle a placa ou a cotrente condutora. Além disso, no funcionamento normal das válvulas e efeitos-de-campo não é comum haver fluxo corrente na placa ou na entrada.

A corrente básica de emissão deve fluir em um circuito transistor bipolar a fim de que a corrente coletora também o faça. Em outras palavras, o transistor funciona de tal maneira que a corrente ociosa não assinalada no circuito coletor é obtida somente se houver um fluxo corrente no circuito básico de emissão.

Figura 1

Um simples Circuito de polarização de base para um transistor bipolar está indicado na Figura 1. Apesar de um transistor NPN ser indicado na ilustração, o mesmo circuito básico é usado para transistores PNP. A única diferença está na polaridade das tensões aplicadas (negativas, tanto na base como no coletor). (O mesmo vale para todos os circuitos de transistores bipolares discutidos neste capítulo; isto é, transistores NPN são indicados apesar de que transistores PNP podem também ser usados se as polaridades da tensão forem invertidas.)

A base do transistor na Figura 1 está ligada à tensão positiva de alimentação através de R1. O coletor está ligado à tensão positiva de alimentação atravésde R2. Existe um caminho completo para a corrente através de R3, dentro do emissor do transistor e, em seguida, através de R1 e R2. Em operação normal, a corrente de base que flui através de R1 deve ser muito menor que a corrente do coletor em vazio. Aqui a polarização direta é fornecida pela corrente emissor-base, através de R3 e R1.

O sinal de entrada através do capacitor de acoplamento C aumenta e diminui a tensão da base. Isto, por sua vez, causa um aumento e uma diminuição da corrente de base. Variando a corrente de base causa também uma variação da corrente de coletor, porém por uma quantia amplificada.

O resistor R, não polariza o circuito transistorizado. Ele é chamado resistor de estabilização do emissor. Sua finalidade é proteger o transistor de uma corrente excessiva no circuito do coletor. Se, por alguma razão, a temperatura do transistor aumentasse acima de um certo limite, a resistência do transistor iria diminuir. Isto iria fazer a corrente do coletor aumentar para um valor muito elevado. Aumentando-se a corrente do coletor, iria causar maior aquecimento do transistor provocando uma queda adicional de sua resistência. Muito rapidamente, o transistor seria danificado pela alta corrente do coletor.

Quando R3 está ligado no circuito do emissor, qualquer aumento importante na corrente contínua irá causar um aumento na tensão do emissor. No transistor NPN indicado, ele torna o emissor mais positivo, com relação à terra. Num transistor NPN, o emissor deve ser negativo, com relação à base, para permitir um fluxo de corrente de coletor. Tornar o emissor mais positivo tem o mesmo efeito que tornar a base menos positiva. Isto reduz a corrente do coletor e impede a sobrecarga térmica.