Esquemas Eletrônicos

Circuitos Eletrônicos e Esquemas Eletricos

Esquemas Eletrônicos

1 de abril de 2010

O que é um Amplificador Classe B ?

by @ 0:31. Filed under Eletrônica Básica

Num amplificador classe B existe um sinal de saída durante, apenas, meio ciclo do sinal de entrada. Isto está ilustrado na Figura 1 Observe que o sinal de entrada está acima da linha de interrupção durante um meio ciclo e abaixo da linha de interrupção, durante o meio ciclo seguinte. Durante o meio ciclo em que o sinal está abaixo da linha de interrupção, não há sinal de saída do amplificador.

Figura 1

O formato de onda de saída para o amplificador de classe B mostra que é constituído de uma série de meios ciclos. Como anteriormente, os formatos da onda de saída são invertidos, isto é, são defasados de 180°, com o sinal de entrada. Também, possuem maior amplitude que o sinal de entrada.

Você poderia perguntar se haveria alguma vantagem na operação de um amplificador em classe B, sobre a operação em classe A. Uma vantagem muito importante é seu maior rendimento. Você pode pensar dos amplificadores como se fossem gente. Se você der para eles um pouco de tempo de folga, eles irão trabalhar de forma mais eficiente. O fato de um amplificador ser desligado durante metade do ciclo de entrada significa que o amplificador possui um período de repouso. O rendimento de um amplificador de classe B é muito maior que o rendimento de um amplificador de classe A.

O rendimento de um amplificador é uma medida de quanta potência de sinal ele pode fornecer, em comparação com a potência contínua necessária para operar o amplificador matematicamente.

                                  rendimento percentual = potência do sinal de saída  x 100

                                              potência contínua de entrada

Alguns dispositivos amplificadores são muito mais eficientes do que outros. Porém, qualquer dispositivo amplificador (válvula, transistor bipolar ou transistor FET) será mais eficiente como amplificador classe B, em comparação com o mesmo dispositivo operado como classe A.

Um amplificador classe B pode ser usado nos casos onde a distorção do sinal de saída não constitui nenhum problema. A distorção é uma medida de quanto o sinal e saída difere do sinal de entrada. Um sinal altamente distorcido é um sinal no qual a forma do sinal de saída não parece muito com o sinal de entrada. O sinal de saída de um amplificador no qual o sinal de saída contém, apenas, meio ciclo do sinal.

Dois amplificadores classe B podem se ligados de tal forma que um amplifica apenas o meio ciclo positivo do sinal e o outro amplifica apenas o meio ciclo negativo do sinal. Estes dois amplificadores eficientes produzem uma saída não distorcida, conforme indicado na Figura 2 Os dois meios ciclos foram combinados num componente de circuito, como, por exemplo, um transformador, de modo que o sinal de saída contém ambos os meios ciclos.

Figura 2

 

O que é um Amplificador Classe A?

by @ 0:02. Filed under Eletrônica Básica

A Figura 1 mostra a relação entre o sinal de entrada co sinal de saída para um amplificador de classe A. Abaixo do sinal de-entrada pode ser observada urna linha pontilhada marcada com interrupção. Se o sinal atravessar esta linha, o amplificador é desligado durante curtos períodos de tempo. Para operação em classe A não é permitido ao sinal atravessar esta linha. De fato, numa operação classe A não é geralmente permitido ao sinal aproximar-se deste ponto de interrupção. Também é igualmente importante que a altura dos meios ciclos positivos não seja grande demais.

Figura 1

O sinal de saída é uma réplica do sinal de entrada, exceto por um detalhe importante: o sinal é invertido. Uma outra maneira de expressar isto é dizer que o sinal de saída está defasado de 1800, com relação ao sinal de entrada. Quando o sinal de entrada for numa direção positiva, o sinal de saída estará numa direção negativa. Quando o sinal de entrada estiver numa direção negativa, o sinal de saída estará numa direção positiva. As formas das ondas de entrada e de saída são as mesmas, exceto por este fato. O fato de o sinal de saída estar invertido é freqüentemente chamado de inversão de fase. Mais adiante, neste capitulo, você irá ver por que isto ocorre.

A inversão de fase não constitui um problema importante, na maioria dos amplificadores. Geralmente, um segundo amplificador irá inverter de novo a fase para sua posição original. Isto está ilustrado na Figura 2. Observe que, depois do primeiro estágio, o sinal é invertido em fase (de cabeça para baixo) e, no segundo estágio, o sinal é novamente invertido. A saída do segundo estágio está em fase com a entrada do amplificador. Quando dois sinais estão em fase, isto significa que os dois estão positivos ou negativos no mesmo instante.

Figura 2

Se o circuito for usado como amplificador de áudio, a inversão de fase não tem nenhum efeito sobre o sinal sonoro de saída. O ouvido não reage aos tipos de inversão de fase descritos aqui.

Uma outra característica importante de um amplificador classe A é que existe sempre uma corrente de saída através do dispositivo amplificador. Isto está certo, quer haja ou não um sinal sendo amplificado.

Em resumo, um amplificador classe A é um amplificador no qual o sinal de saída é semelhante ao sinal de entrada com duas diferenças principais: possui geralmente maior amplitude e sua fase pode ser invertida. Existe sempre um fluxo de corrente através do dispositivo amplificador em operação classe A.

Resumo

  1. Amplificadores de tensão são usados para aumentar a amplitude da tensão de um sinal.
  2. Amplificadores de potência são usados para mudar a tensão de um sinal numa corrente bastante grande sinal.
  3. Amplificadores de potência são, freqüentemente. usados para fornecer sinais a transdutores. Assim, um amplificador de potência de áudio fornece um sinal a um alto-falante.
  4. Amplificadores podem ser identificados por letras, por exemplo, classe A e classe B. Estas letras identificam quanta polarização é usada e qual é a relação entre os sinais de entrada e de saída.
  5.  O método de acoplamento do sinal de um amplificador para um outro amplificador pode ser usado para classificar o amplificador. Exemplos disto são amplificadores com acoplamento direto e amplificadores acoplados por transformador.
  6.  Nos amplificadores classe A, o sinal de saída tem o mesmo formato que o sinal de entrada. Porém, os sinais podem ser defasados de 1800.
  7. Num amplificador classe A, existe sempre um fluxo de corrente através do dispositivo amplificador. Isto é certo, mesmo na ausência de sinal de entrada.
  8. O sinal de entrada num amplificador classe A faz aumentar ou diminuir a corrente através do dispositivo amplificador.

31 de março de 2010

Quais São as Classes de Amplificadores?

by @ 23:24. Filed under Eletrônica Básica

Em sua forma mais simples, um amplifiador recebe um sinal de entrada, aumenta sua amplitude (o amplifica) e fornece um sinal de saída para um outro estágio ou um transdutor. Neste amplificador, é importante que o sinal de saída seja urna réplica exata do sinal de entrada no que diz respeito à forma da onda do sinal (a diferença óbvia entre a entrada e a saída é a amplitude).

Quando a forma da onda do sinal de saída tem a mesma forma que a onda do sinal de entrada, é chamada de amplificador de classe A. Outras classes de amplificadores como os amplificadores das classes 13, AB e C não só amplificam o sinal, porém alteram também sua forma em alguma maneira importante.

O que são os Amplificadores de Tensão e de Potência?

by @ 23:10. Filed under Eletrônica Básica

Os amplificadores são normalmente operados com dois tipos diferentes de tensões e ambos são importantes e necessários.

Uma das tensões é a tensão contínua de operação para operar os dispositivos amplificadores. Nos capítulos anteriores, você estudou estas tensões contínuas. Você conhece as polaridades das tensões necessárias para cada tipo de dispositivo amplificador. Você conhece, também, os métodos para obter a tensão contínua de polarização para operar cada tipo de dispositivo amplificador. Estes assuntos foram abordados nos capitulos anteriores.

Neste capítulo, você irá aprender a segunda tensão presente num amplificador. E o sinal de corrente alternada.

Os técnicos têm diversas maneiras de se referir a amplificadores. Se um amplificador for usado para transformar a fraca tensão de um sinal em forte tensão de sinal, é chamado de amplificador de tensão. Se o amplificador mudar a tensão de um sinal numa corrente de um nível bastante elevado para operar um transdutor, é chamado de amplificador de potência.

Os nomes classe A, classe B, e classe C referem-se á maneira pela qual o dispositivo amplificador é polarizado. Como você irá aprender no decorrer deste capítulo, os amplificadores da classe A não são sempre melhores que os amplificadores da classe B.

Os termos acoplamento RC, acoplamento por impedância, acoplamento por transformador e acoplamento direto referem-se à maneira com que o sinal é passado de um estágio amplificador para o próximo amplificador. Os métodos de acoplamento dos amplificadores serão estudados num próximo capítulo.

Os amplificadores podem também ser identificados de acordo com o tipo de sinal amplificado. Desta forma, temos amplificadores de áudio e amplificadores de radiofreqüência para amplificar sinais de áudio ou de radiofreqüência.

Neste capítulo, você irá estudar as classes de amplificadores e os métodos de polarização relacionados com estas classes de amplificadores. Conforme mencionado anteriormente, você irá estudar os amplificadores em termos do sinal de corrente ai ternada. O que você irá aprender sobre classes de amplificadores é aplicável tanto a amplificadores de tensão, como a amplificadores de potência.

Um circuito amplificador típico de tensão e de potência será discutido neste capítulo. Um circuito com transístores bipolares é usado como exemplo. Como você pode ver, você já tem bastante treinamento para entender este amplificador de dois estágios. 

Como São Polarizados os Transistores com Efeito de Campo

by @ 1:48. Filed under Eletrônica Básica

Muitos dos circuitos de polarização que você estudou para válvulas e transistores bipolares são também usados para transistores com efeito de campo. Exceções importantes são: a polarização por fuga de grade e polarização por contato. Nenhum destes dois circuitos de polarização é usado para polarizar transistores FET.

A Figura 1 mostra alguns exemplos de circuitos de polarização com transistores FET de canal N. O circuito ilustrado na Figura 1a pode ser usado somente com certos transistores com efeito de campo. Aqui, o transistor FET não tem polarização e este sistema pode ser usado somente em circuitos onde o sinal de entrada é muito pequeno. Aqui, mais uma vez, você não deve confundir-se com o arranjo do circuito. Este circuito é muito parecido com um circuito de polarização por contato para válvulas a vácuo.

Porém, lembre-se de que a polarização por contato depende de um pequeno fluxo de corrente de grade, e nos transistores JFET e MOSFET não se presume nenhum fluxo de corrente no circuito da porta. Lembre-se de que todos os transistores JFET possuem uma região de redução em volta da base. Esta região de redução, ilustrada na Figura 2, é presente. quer haja ou não um sinal de entrada.

Figura 1

A pequena quantidade de sinal de entrada no circuito da Figura 1a atinge a porta do transistor JFET através do capacitor de acoplamento C e é desenvolvida sobre o resistor de porta RB. Esta tensão de sinal aumenta e diminui o tamanho da região de redução em volta da porta, controlando assim o fluxo da corrente de dreno.

E preciso repetir que o sinal de entrada deve ser muito pequeno para o tipo de polarização indicado na Figura 1a. Se o sinal de entrada for grande demais, os picos de sinal irão causar polarização reversa na junção da porta e o transistor pode ser destruído.

Figura 2

Se algumas válvulas a vácuo forem operadas sem tensão de polarização, elas podem ser danificadas por causa do fluxo excessivo de corrente de placa. Se um transistor bipolar for operado sem polarização, o transistor é desligado porque é necessário haver um fluxo de corrente de base para obter um fluxo de corrente de coletor. Somente um transistor FET pode ser operado sem polarização, como na Figura 1a. Este circuito funciona tanto com transístores JFET de canal N e P como com transistores MOSFET tipo redução.

A Figura 1b mostra um transistor FET ligado a um tipo externo de polarização. A tensão de polarização negativa pode vir de uma bateria separada, de uma fonte de alimentação separada ou da tensão de controle automático de volume num receptor.

A Figura 1c mostra um circuito autopolarizado para um transistor FET. Este circuito é também chamado polarização automática ou polarizaçào de fonte. A corrente que flui através do resistor de fonte, indicada por uma seta, torna a fonte do transistor FET positiva com relação à terra. A porta está no potencial contínuo da terra, através do resistor RB. Portanto, a fonte é positiva com relação à porta. (Isto é uma outra maneira de dizer que a porta é negativa com relação á fonte.) Esta é a polarização necessária para um transistor JFET de canal N.

Para transístores MOSFET tipo aumento, a tensão da porta deve ter a mesma polaridade que a tensão de dreno. Desta forma, é semelhante a transístores bipolares pelo fato de a base e do coletor terem as mesmas polaridades de tensão. A Figura 1d mostra como um transistor MOSFET tipo aumento pode ser polarizado. Um componente de canal N está indicado e tanto a porta como o dreno devem ter urna tensão positiva para operação adequada. O dreno recebe sua tensão positiva através do resislor de carga R. A porta recebe sua tensão positiva de polarização através do resistor deporta R1.

Ao invés de um único resistor, conforme indicado na Figura 1d, é possível usar um divisor de tensão Para um divisor de tensão R1 e R são usados.

Na Tabela  são indicados os diversos tipos de polarização usados para dispositivos amplificadores.

Tabela

Resumo

  1. Para sinais de entrada de amplitude muito baixa, um transistor FET pode ser operado sem nenhuma polarização.
  2. O circuito sem polarização funciona tanto para transistores .JFET como para transistores MOSFET tipo reducão.
  3. Um transistor FET pode ser polarizado com uma bateria separada.
  4. Um transistor FET pode ser polarizado com uma fonte de alimentação separada.
  5. Uma tensão de controle automático de volume (ou controle automático de ganho) pode ser usada para polarizar um transistor FET.
  6. Autopolarização pode ser usada com um transistor FET. Um resistor de fonte é usado e sua operação é semelhante ao uso de um resistor de polarização de catodo
    para operação de uma válvula.

Como é Usada a Polarização por Controle Automático de Volume com Transistores Bipolares ?

by @ 1:23. Filed under Eletrônica Básica

A polarização por controle automático de volume pode ser usada com transistores, assim como com válulas a vácuo. Porém, existe uma diferença importante entre os circuitos de válvulas e os circuitos de transistores no caso da polarização com controle automático de solume. Para entender esta diferença, é preciso referir-se á Figura 1.

Figura 1

A Figura 1a é um gráfico da tensão de grade de uma válvula a vácuo verso o ganho desta válvula. Quando a tensão de polarização d grade for ajustada a 1 volt, o ganho do amplificador está no ponto b. O ponto importante sobre o gráfico na Figura 1a é que, conforme a tensão de polarização da grade for tornada mais negativa, o ganho diminui.

A Figura 1b mostra um exemplo de gráfico da corrente de polarização da base de um transistor bipolar verso seu ganho. Conforme a corrente de polarizaçào da base aumenta de O a 2 miliampéres, o ganho do transistor aumenta. Quando a polarização for aumentada além de 2 miliampêres, o ganho do transistor começa a diminuir. Isto significa que o ganho do transistor irá aumentar, conforme você aumenta a corrente de polarizacão da base até um certo ponto. Depois deste ponto, o ganho diminui conforme você continua aumentando a corrente de polarização da base.

Se um transistor num rádio for polarizado por controle automático de volume, dc tal forma que a diminuição na corrente de polarização da base cause uma diminuição no ganho, a condição é conhecida como controle auto,nático de volume reverso. Isto está indicado na área sombreada da cura da Figura 1h. Se um aumento da corrente de polarização causar uma redução do ganho, isto é chamado controle automático de volume direto.

Uma comparação entre a polarização em válvulas e a polarização de transistores bipolares pode ser feita agora. Existem seis métodos para polarizar válvulas: polarização por bateria, polarização por fonte de alimentação, polarização por contato, polarização de catodo (também chamada de autopolarização ou polarização automática), polarização por fuga de grade e polarização por controle automático de volume ou controle automático de ganho).

Os transistores podem ser polarizados com polarização por bateria, polarização por fonte (te alimentação, polarização simples, polarização por divisor (Je ten são e polarização por controle automático (te volume (ou controle automático de ganho).

Os transistores bipolares não são polarizados pelos seguintes métodos: polarização por contato, auto polarização ou polarização por fuga de grade.

Resumo

  • Na maioria dos circuitos de ‘válvulas, não há fluxo de corrente no circuito de grade.
  • Num circuito de transistores bipolares, a corrente deve fluir no circuito da base.
  • Baterias separadas podem ser usadas para obter a tensào de polarização da base e a tensão do coletor.
  • Fontes de alimentação separadas podem ser usadas para obter a tensão de polarização da base e a tensão do coletor.
  • A tensào de polarizaçào da base pode ser obtida de um simples resistor ligado entre a base e a fonte de alimentação. Isto é chamado polarização simples.
  • Um disisor de tensão pode ser usado para obter a tensão da base necessária para polarizar um transistor.
  • Um transistor pode ser polarizado com uma tensão de controleautomático de volume (ou de controle automático de ganho).
  • Se uma redução de corrente de polarização da base do controle automático de volume causa uma redução no ganho do amplificador transistorizado. isto é chamado controle automático de volume reverso.
  • Se um aumento da corrente de polarização da base do controle automatico de volume causa uma redução no ganho do amplificador transistori,ado. isto é chamado controle automático de volume direto.
  • Os transistores nào são polarizados pelos seguintes métodos: polarizacão de contato, autopolari7açào ou polarização por fuga de grade.
  • Existem seis métodos para polarização de válvulas e apenas cinco metodos para polarização de um transistor.

Como São Usadas Fontes Separadas para Polarizar Transistores Bipolares ?

by @ 1:14. Filed under Eletrônica Básica

Nos circuitos indicados nas Figuras 1 e 2, uma única fonte de alimentaçào é usada para obter tanto a polarização da base como a tensão do coletor. E também possísel usar duas fontes separadas para esta finalidade.

Figura 1

Figura 2

A Figura 3 mostra como um transistor NPN pode ser energizado usando uma bateria para o circuito da base e uma para o circuito do coletor. O sinal de entrada é fornecido através do capacitor C e desenvolvido sobre o resistor R1. A bateria E1 coloca uma tensão positiva sobre a base, com relação ao emissor. Portanto, há um fluxo de corrente base-emissor. O resistor R2 é o resistor de estabilização do emissor, mencionado anteriormente.

Figura 3

A corrente do coletor é obtida com uma tensão positiva sobre o coletor do transistor. Esta corrente flui através do resistor de carga R3. Num amplificador a tensão do sinal de saída será também desenvolvida sobre este resistor.

A desvantagem do circuito da Figura 3 é que duas baterias diferentes são necessárias, de modo que não é um circuito usado freqUentemente. Porém, você poderá ver este arranjo em alguns circuitos básicos para amadores.

Duas fontes de alimentação separadas podem ser usadas em vez das duas baterias indicadas na Figura 3. Como no caso das baterias, esta conexão estaria cara e portanto, é raramente usada.

O que é Polarização por Divisor de Tensão ?

by @ 0:24. Filed under Eletrônica Básica

A maioria dos transistores bipolares que você encontra em circuitos amplificadores é polarizada pelo metodo indicado na Figura 1. Isto é chamado polarização por divisor de tensão. Ambos os circuitos na Figura 1 são eletricamente idênticos. A única diferença entre os dois está na maneira em que os circuitos estão desenhados. (Indicamos apenas um transistor NPN.)

Figura 1

Em ambos os circuitos, os resistores R1 e R2 são ligados diretamente sobre a bateria E. Haverá uma queda de tensão sobre cada resistor de modo que a tensão na base do transistor tem atualmente algum valor positivo acima do potencial da terra para um transistor NPN. O valor da tensão positiva na base depende dos valores de R1 e R2. A seta ao lado de R2 mostra a direção do fluxo de elétrons no circuito. Isto explica a tensão positiva sobre a base que, por sua vez, causa a corrente de polarização direta base-emissor necessária.

O resistor R3 é um resistor de carga do coletor. A tensão de sinal será desenvolvida sobre este resistor num circuito amplificador, O resistor R4 é o resistor de proteçãosemelhante a R3 na Figura 7-12.

Figura 2

Conforme dissemos, o sinal de entrada fornecido através do capacitor C aumenta e diminui a tensão da base. Isto altera a corrente da base, variando assim a corrente do coletor, através de R, de maneira amplificada.

30 de março de 2010

O que é Polarização por Controle Automático de Volume ?

by @ 2:44. Filed under Eletrônica Básica

O último tipo de polarização de grade a ser discutido está indicado na Figura 1. Para explicar este tipo de polarização, é necessário usar o diagrama de blocos de um simples receptor de rádio.

Figura 1

A antena apanha o sinal e fornece-o para um amplificador de sinal. O sinal amplificado por este estágio passa para um outro amplificador de sinal e, em seguida, para mais um amplificador de sinal. Todos os três amplificadores de sinal servem para a mesma finalidade: aumentar a tensão do sinal. Isto é necessário por causa do sinal recebido pela antena ser muito fraco. Um valor típico de amplitude de sinal seria 50 microvolis (; V) —isto é, 50 milionésimos de um volt. Um sinal tão fraco não pode ser usado para operar um alto-falante.

Um outro problema desagradável com a recepção de rádio é que estações diferentes podem ser recebidas com intensidades de sinal radicalmente diferentes. Isto tornaria necessário reajustar freqüentemente o controle de volume. Além disso, como no caso do rádio de automóvel, o volume de qualquer estação pode variar em diversas localizações. Também pode ocorrer uma condição de “fading” (diminuição repentina do volume do som), causando mudanças periódicas no volume do som.

Para ajudar a eliminar o problema de graus variás eis de volume, um circuito de controle automático de volume é usado nos aparelhos de rádio e de televisão). Refira-se mais uma vez à Figura 1. Parte do sinal de saída do último amplificador de sinal é retificada e filtrada da mesma forma como você retifica e filtra a tensão alternada da linha de distribuição de energia para obter uma tensão contínua. A tensão contínua neste caso é chamada tensão de controle automático de volume e é negativa. A tensão de controle automático de volume é fornecida para a grade do primeiro amplificador de sinal e é usada para controlar o ganho deste amplificador. Quanto mais negativa for a tensão da grade, menor será o ganho. Inversamente, quanto menos negativa for a tensão da grade, maior será o ganho.

A tensão de controle automático de volume é sempre tal que, quando o sinal é fraco, a tensão negativa de controle automático de volume é baixa, de modo que o ganho do primeiro amplificador de sinal é elevado, e, quando o sinal é forte, a tensão negativa de controle automático de volume é alta, de modo que o ganho do primeiro amplificador é baixo. O ganho do primeiro amplificador de sinal controla o volume do som no alto-falante.

Quase todos os receptores possuem um circuito semelhante àquele indicado na Figura 1. Em receptores de televisão não é chamado controle automático de volume. Ao invés, é chamado controle automático de ganho, uma vez que a ação controla a intensidade da imagem, assim como a intensidade do som.

Resumo

  1.  Conhecer o método usado para obter polarização num dispositivo amplificador é um indício para entender a operação do circuito.
  2. Alguns dos circuitos de polarização usados para válvulas irão também funcionar para transistores FET,
  3. A polarização por bateria é obtida com uma bateria C. Uma bateria A é usada para a corrente do filamento e uma bateria B é usada para a tensão da placa.
  4.  Urna fonte de alimentação separada pode ser usada para obter a tensão de polarização contínua.
  5. A polarização por contato usa um valor alto de resistência para o resistor de grade para obter a tensão de polarização. Elétrons que batem na grade voltam para o catodo através deste resistor. A queda de tensão sobre o resistor da grade é chamada polarização de grade.
  6. A polarização automática, também chamada de polarização de catodo ou auto- polarização, é obtida quando a corrente do catodo flui através de um resistor de
    catodo.
  7.  polarização por fuga de grade, que é também chamada de polarização por sina!, é obtida usando o sinal de entrada para carregar o capacitor de acoplamento de entrada. Quando o sinal torna-se negativo, o capacitor descarrega-se através do resistor de grade, produzindo a polarização.
  8. Existem dois pontos muito importantes a serem lembrados acerca da polarização por fuga de grade: (a) A corrente de grade deve fluir durante um curto período de tempo, durante cada alternância positiva para carregar o capacitor. (b) A perda do sinal de entrada significa perda da polarização por fuga de grade.
  9. Normalmente, uma perda de polarização significa um fluxo excessivo de corrente de placa. Muitos tipos de válvulas podem ser danificadas se a polarização for
    perdida.
  10. Um circuito de controle automático de volume é usado para polarizar o amplificador de um receptor de rádio. A polarização funciona para manter o som de
    saída constante apesar das variações da intensidade do sinal recebido.

29 de março de 2010

Relação entre Campo Magnético e Corrente

by @ 2:06. Filed under Eletrônica Básica

Campo magnético de dois condutores paralelos.  Quando em cada um dos condutores paralelos estão passando correntes elétricas, de igual sentido, a tendência que se manifesta nos condutores é para aproximar um do outro até se juntarem. O motivo é evidente. Na Fig. 1 as linhas de força abraçam cada condutor, no mesmo sentido (regra do saca-rolhas) e o campo magnético resultante forma uma bainha de linhas de força, atuando como anéis elásticos estirados que tendem a juntar os dois condutores.

Figura 1

A atração, ao aproximar os condutores um do outro, reduz o comprimento do trajeto abcd, que as linhas de força precisam percorrer.

O campo independente que se origina ao redor de cada condutor é circular quanto à sua conformação, mas o campo magnético resultante tem, apenas, aproximadamente, a forma circular, como aparece na Fig. 1.

Na Fig. 2 vê-se o campo existente entre dois condutores em que as correntes circulam com sentidos opostos.

Figura 2

As linhas de força são ainda círculos, mas não concêntricos, entre si ou entre condutores. As linhas estão amontoadas entre os condutores e portanto, exercem sobre estes, um efeito de repulsão.

Além disto, quando os condutores se afastam, cresce, entre os mesmos, o espaço disponível à passagem das linhas de força e cada circuito magnético procura acomodar se satisfazendo a condição de que o fluxo seja máximo.


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